Os termos que aparecem nas nossas análises, no seguro rural e nos ativos de carbono e reserva legal, explicados de forma curta, sóbria e com a fonte. Sem jargão, sem promessa.
O cadastro, a titularidade e as áreas que a lei protege. É daqui que partem todas as nossas análises.
Registro público e eletrônico, obrigatório para todo imóvel rural, que mapeia o perímetro da propriedade e suas áreas ambientais (Reserva Legal, APP, uso consolidado). É o ponto de partida das nossas análises: a base oficial que cruzamos com satélite e outras fontes.
Importante: o CAR é declaratório. A inscrição não equivale a regularização nem comprova a posse. É o cadastro, não a certidão.
O documento de identidade legal do imóvel, mantido no Cartório de Registro de Imóveis. Reúne histórico de proprietários, ônus, área e confrontações. É a fonte da titularidade, distinta do CAR, que é ambiental e declaratório.
Avaliação e garantia sérias cruzam matrícula, georreferenciamento e CAR. Divergência entre eles é, em si, um sinal de risco.
Levantamento que amarra os limites de um imóvel a coordenadas precisas, no Sistema Geodésico Brasileiro, com certificação do INCRA. É o que transforma um perímetro de papel em um polígono confiável no mapa.
Base para cruzar a propriedade com satélite, CAR e demais fontes sem ambiguidade de fronteira.
Grande conjunto de ecossistemas com vegetação e clima característicos. O Brasil tem seis: Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pampa e Pantanal.
O bioma define o percentual de Reserva Legal exigido, baliza onde uma CRA compensa outra e influencia preço e elegibilidade de ativos. O case Aurora Verde, em Cana Verde/MG, é Mata Atlântica.
Faixas e áreas protegidas por lei pela sua função ambiental: margens de rios, nascentes, topos de morro, encostas íngremes.
Diferente da Reserva Legal, a APP não entra na conta de compensação por CRA: é proteção fixa, ligada à localização. Aparece no CAR e pesa na avaliação de risco e de valor.
Percentual de cada imóvel que deve manter vegetação nativa. Na Amazônia Legal, 80% em área de floresta, 35% em área de cerrado e 20% em campos gerais. No restante do país, 20%. Quem tem menos está em déficit; quem tem mais, em excedente, e o excedente pode virar ativo (ver CRA).
O carbono e a Cota de Reserva Ambiental, e como sabemos que o lastro é real. Aqui a honestidade é regra: vendemos rastreabilidade e fonte verificável, não onisciência.
Título nominativo que representa uma área com vegetação nativa excedente ou em recuperação. Permite que um imóvel com déficit de Reserva Legal compense a diferença comprando a cota de outro imóvel, dentro do mesmo bioma.
É o instrumento de mercado da compensação ambiental: um ativo de origem fundiária, não um ativo financeiro. A emissão e o registro cabem ao órgão competente; a Abundance mostra e prova o lastro (o polígono de origem), não certifica.
Carbono de projetos de Reflorestamento, Florestamento e Revegetação. É o carbono que árvores em crescimento removem da atmosfera ao longo do tempo, estimado por modelo + satélite e expresso em tCO₂e.
A receita não é imediata nem garantida. Enquanto a certificação não conclui, falamos de ARR ex-ante: uma estimativa, nunca um crédito já certificado.
A unidade de medida do carbono. Converte todos os gases de efeito estufa para o equivalente em dióxido de carbono, permitindo somar e comparar. É a unidade em que o estoque e as remoções de um projeto são contabilizados.
Nos nossos materiais, valores em tCO₂e são estimativa por modelo + satélite, não medição direta de cada planta.
O tripé que dá credibilidade a um ativo ambiental: medir o que acontece na área, reportar com transparência e ter um terceiro independente conferindo.
Imagens de satélite mostram a cobertura da área, com a origem de cada dado. É uma estimativa, não a prova individual de cada árvore. O monitoramento contínuo, com alerta, ainda não está disponível, e a verificação final cabe à certificadora.
As normas que definem quando um imóvel é elegível e como o carbono é regulado no Brasil.
Resolução do Conselho Nacional de Seguros Privados, em vigor desde 3 de maio de 2026, que fixa critérios socioambientais para o seguro rural. O Art. 3º lista seis vedações, o Art. 4º trata do embargo federal ou estadual e o Art. 5º põe na seguradora o dever de verificar esses critérios na subscrição.
O Terra Intelligence verifica as seis vedações e o embargo federal do IBAMA, imóvel por imóvel, com a fonte e a data de cada dado. O embargo estadual ainda não entra e aparece como pendente. A seguradora usa pela ferramenta web ou, em piloto, pela API.
O mercado regulado de carbono do Brasil. Cria um teto de emissões para setores obrigados e um sistema de cotas, ao lado do mercado voluntário já existente.
Tende a aumentar a demanda por remoções florestais de alta integridade e, com isso, a importância de lastro rastreável e MRV confiável.
Uma palavra sobre o que dizemos e o que não dizemos.
Nossas análises combinam dados oficiais e satélite. São estimativas rastreáveis até a fonte, não a prova individual de cada árvore. Valores de carbono, CRA e valorização são projeções por modelo, não certificação nem oferta de ativo financeiro. A certificação real exige projeto, PDD e auditoria independente. O que entregamos é proveniência: a origem verificável de cada número.
Comece pelo Conecta Terras, para ver quanto vale a sua terra, ou fale com a gente sobre dados e API para seguro e garantia.